terça-feira, 14 de junho de 2011

coisas

O que nunca saiu foram as letras incertas, a preto, no cimo do edifício. Siza lembra-se do dia em que chegou a Berlim, ansioso por ir ver o projecto, e o arquitecto alemão que trabalhava com ele não queria ir. "Estava incomodadíssimo. Pensava que eu ia explodir. Eu disse 'a gente reboca', e ele explicou que só picando tudo, porque a tinta estava entranhada. Então eu disse 'deixa lá'. Já estava farto. Mas muita gente ainda pensa que foi um acto poético meu". E assim ficou para sempre Bonjour Tristesse.

_alexandra prado coelho in  
público

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